Caminhos em Lama
de Magda Paixão

Temporada artística

2003

Em exibição

21 a 30 novembro de 2003
Teatro Municipal Baltazar Dias
(e em itinerância pela Madeira)

Classificação etária

Maiores de 12 anos

Duração

1 Hora
(aproximadamente)

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Margarida Gonçalves | Benvinda
Magda Paixão | Paula
Ana de França | Julieta
Ana Graça | Joana
Norberto Ferreira | Dias
Joana Madeira | Catarina
Márcio Amaro | Eduardo

Ficha Artística e Técnica

Autoria | Magda Paixão
Encenação | Eduardo Luíz
Assistente de Encenação | Cristina Loja
Cenário, Figurinos e Adereços | Zé Ferreira
Encarregue de  Contra-regra | Avelina Macedo
Chefe de Costura | Julieta Arriaga
Ajudante de Costura | Conceição Franco
Gravação da Banda Sonora | Henrique Vieira
Montagem e Operação de Luz | TMBD

Sinopse

O tempo passa. Quando olhamos para trás não sabemos se escolhemos o melhor caminho. Ou se este nos foi imposto pela força do que julgamos ser o mais correcto, não só aos nossos olhos como aos dos outros. Ou se apenas nos movemos por medo.
Sabemos apenas que connosco outros caminharam, uns felizes, outros com desejos por cumprir, outros ainda solitários nos seus segredos e outros mais… Quem sabe ao que nos sentimos obrigados, por diversas razões? E o tempo passa.
Caminhos em Lama, uma história onde a força da terra impõe histórias aos que querem partir e ficam, aos que querem ficar e partem, aos que querem partir e partem, aos que querem ficar e ficam. Uma história que revela a dependência de personagens sujeitas a um meio pequeno, onde imperam o mexerico e o medo do que os outros pensam. A mentira, como fuga. Mas há também os corajosos que assumem a sua vontade, e fogem da lama colada aos pés saindo do caminho que se lhes parecia ditar.
O tempo passa e com ele histórias e pessoas em caminhos de ódio, violência, mentira… amor e liberdade. E  que resta?

Texto do Encenador

Encenar, partindo de um texto dramático, colocar-lhe a vida e a morte e todas as sensações que delas advêm, é expôr em cena todo o nosso imaginário racional e emocional em diálogo constante com os intérpretes da acção a conceber, projectando um esquema de palavras, actos e emoções que prepare e construa a ideia que irá “dar a cara ao público”.
Caminhos em Lama é um diálogo entre autora – encenador – plástico – intérpretes, envolto pelos seus executores técnicos e artísticos.
Da mesma forma minimalista com que têm sido concebidos os espectáculos de itinerância este não fugiu à regra, contudo interessava, comparativamente, inovar e daí uma concepção plástica lúdica de vocábulos espaciais, de forma estilizada, centrados essencialmente no guarda-roupa do espectáculo.

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Produção 61 do Teatro Experimental do Funchal