Um Gil Agora o Direi…
a partir de Gil Vicente

Temporada artística

2002

Em exibição

08 a 27 março de 2002
Teatro Municipal Baltazar Dias

Classificação etária

Maiores de 12 anos

Duração

1H10m
(aproximadamente)

Encenação
Carlos Cabral

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Patrícia Perneta | Actriz, Moça, Ama, Procurador e Pastor
Duarte Rodrigues | Actor, Escudeiro, Frade, Brízida Vaz, Parvo e Pastor
Zé Ferreira | Actor, Pêro Marques, Mãe, Castelhano, Fidalgo, Corregedor e Pastor
Zé Abreu | Actor, Lianor Vaz, Moço, Lemos, Diabo e Pastor

Ficha Artística e Técnica

Compilação de Obras de Gil Vicente | Carlos Cabral
Encenação | Carlos Cabral*
Assistente de Encenação Cristina Loja
Figurinos | Miguel Vieira
Cenário | Miguel Vieira e Javier Cañadas
Adereços | Délia Gordinho
Consultor Musical e Autor das Melodias | Francisco Loureto
Concepção Gráfica | Laura Menendez e Luisa Fernández
Encarregue de Contra-regra | Avelina Macedo
Mestra de Guarda-roupa | Julieta Arriaga
Costureiras | Ilda Gonçalves, Conceição Franco e Conceição Jardim
Execução Cenográfica | Javier Cañadas
Carpintaria | Estabelecimento Prisional do Funchal
Operação de Luz e Maquinistas | Teatro Municipal Baltazar Dias

*Carlos Cabral dirige este espetáculo do TEF por cedência da Escola Superior de Teatro e Cinema, ao abrigo do protocolo estabelecido entre aquela Escola e o Conservatório – Escola das Artes.

Texto do Encenador

Um Gil, Agora o Direi… divide-se em três partes fundamentais:

A primeira assenta maioritariamente na Farsa de Inês Pereira e no Auto da Índia. Aqui é da tentativa de abandono da classe a que as figuras pertencem e da problemática da expansão (para o norte de África e para o Oriente) que o autor se ocupa, lamentando a desagregação do tecido social da época.
Na segunda a óptica é marcadamente católica e medieval. Figuras pertencentes aos Autos das Barcas recebem o prémio (Paraíso) ou o castigo (Inferno) decorrentes das suas acções durante a passagem por este mundo.
E na final reencontramos o início do teatro português: na realidade, o Monólogo do Vaqueiro é, antes de mais uma figuração do presépio. Na pequena representação levada a cabo na côrte de D. Manuel I, este ocupa o lugar de São José, a rainha, o de Maria e o futuro D. João III o do Menino. Os demais participantes, comandados por Gil Vicente, são os pastores levando as oferendas.
Ora são precisamente os pastores que fecham o espectáculo: em cena arruma-se o presépio e dança-se em louvor de Nossa Senhora.

E viva o Teatro. Neste caso, o português.

Sinopse

Um Gil, Agora o Direi… é, antes demais, uma homenagem em forma de espectáculo ao grande poeta e dramaturgo português que foi Gil Vicente, neste ano de 2002 durante o qual se comemora o 5º centenário da representação do Monólogo do Vaqueiro (ou Auto da Visitação – do autor à côrte de D. Manuel I, por altura do nascimento do futuro rei D. João III) texto considerado o marco inicial do Teatro Português.
A proposta cénica é simples: quatro actores decidem realizar uma pequena palestra sobre a vida de Gil Vicente; à medida que vão tentando informar o público, descobrem que, afinal, do autor, concretamente, muito pouco se sabe com certeza.
Há, contudo, algo que conhecemos e é bem real: o material dramático que chegou até nós, o qual servido por um esplendoroso verso, é o retrato fiel duma época e dum país, o Portugal da primeira metade do séc. XVI.
Os actores/conferencistas decidem então continuar a falar de Gil Vicente através da representação dos seus textos.
Optam, não pela apresentação de uma determinada peça mas pela de cenas de várias, as quais, justapostas funcionarão como se de um texto desconhecido do autor se tratasse.

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