Pastéis de Nata para a Avó
de Fernando Augusto

Temporada artística

2001

Em exibição

15 a 30 março 2001
Teatro Municipal Baltazar Dias

Classificação etária

Maiores de 12 anos

Duração

1H50m
(aproximadamente)

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Bernardete Andrade | Maria das Dores 
Paula Erra | Alda
Margarida Gonçalves | Eugénia
Élvio Camacho | Rodrigo 
Norberto Ferreira | Padre Adelino
Miguel Vieira | Anselmo 
Eduardo Luíz | Abel 
Paulo Renato | Mário
Magda Paixão ou Sílvia Marta | Adelaide

Ficha Artística e Técnica

Autor | Fernando Augusto
Encenação | Eduardo Luíz
Cenário e Adereços | Margarida Lemos Gomes
Guarda-roupa e Caracterização | Miguel Vieira
Desenho de Som Henrique Vieira
Desenho de Luz | Hélder Martins
Fotografia Duarte Gomes
Execução Gráfica |  Duarte Gomes e Dinis Santos (EPF)
Assistente de Encenação | Élvio Camacho
Encarregue de Contra-regra | Paulo Renato
Dispositivo Cénico e Carpintaria | E.P.F. (sob a orientação do Mestre Luís Nóbrega)
Costura | Julieta Arriaga e Conceição  Franco
Imagem | Duarte Gomes
Operador de Luz | Hélder Martins / David Ferreira
Operador de Som | Henrique Vieira /Bruno Pereira

Extractos musicais de J. Strauss.

Texto do Encenador

Sendo uma comédia dramática, quero acreditar que vos recriará – talvez a primeira razão de ser do Teatro! – sem deixar de vos inquietar, logo de vos trazer de novo para o fresco da noite da Avenida Arriaga, diferentes do que entraram no Baltazar Dias. Maria das Dores funciona na peça (gostava eu que funcionasse) como um espelho de Veneza, de fidelíssima imagem, onde se reflecte a nossa profunda e às vezes quase indecorosa desumanidade perante os velhos e a velhice.
Nunca esquecerei que me emocionei até às lágrimas (mesmo já não tendo dezoito anos) quando um dia do meio de Setembro, li num jornal que já não existe, “A Tarde” que em França, haviam sido abandonados, ao longo das estradas, na debandada para as férias ao sol do sul, no mês de Agosto, duzentos e muitos velhos, que não se coadunavam com as bagagens, com as pescarias, com o bronzeado …com o que quer que fosse!
As instituições sociais lá os foram recolhendo e guardando, até que os familiares fossem regressando dos banhos.
Nessa mesma tarde decidi fazer uma comédia ácida sobre tão estranha coisa e lá guardei a ideia até um dia.

Sinopse

Num lar de 3ª idade, fria e desumanamente dirigido pela encarregada Eugénia, reside D. Maria das Dores que começa a se revoltar com tal situação. No dia em que morre uma das residentes do lar – a avó do jovem Rodrigo com quem trava conhecimento -, Maria das Dores recebe a visita do seu filho e nora, responsáveis pelo seu internamento. A crispação levantada pela presença dos seus familiares e a amizade que vai estabelecendo com Rodrigo, despoleta a execução do plano, por si minuciosamente arquitectado, para pôr termo às injustiças praticadas por Eugénia. O encontro de Maria das Dores com o jovem magnetiza o decorrer da acção consubstanciada por um leque de situações e personagens que, directa ou indirectamente, têm de enfrentar e cujas histórias acabam por intensificar, por vezes com comicidade, outras com bastante crueldade, o grito de Maria das Dores em relação à nossa atitude para com os mais velhos.
No final do espectáculo a nossa consciência não é adocicada com eufemismos, apesar de alguns pastéis de nata…

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