Histórias da Deserta Grande
de José Viale Moutinho

Temporada artística

2007/2008

Em exibição

04 maio a 1 junho 2008
Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 2 anos

Duração

50 minutos
(aproximadamente)

Produção 109 do Teatro Experimental do Funchal

Texto do Encenador

A Democracia Está nos Dedos da Mão Apaixonada e Lubrificada com o Óleo do Teu Pulmão

«Vai ser inaugurada uma linha de vaivém entre esta nossa ilha e a Terra de Ninguém.» 

Viva amiguinhos lindos do teatro!

Somos seres estranhos, nós bichanos humanos e patuscos: primeiro fazemos, depois arrependemo-nos. Chacinámos, em tempos que já lá vão não distantes, muitos lobos marinhos. Iluminámos as ruas com o óleo dos mesmos. Precisávamos. Queremos agora que cresçam. Precisamos mesmo e ainda bem! Já contamos com 30, onde existem mães lobos, pais lobos e filhotes lobinhos e não há muitos mais no resto do ‘mundinho’. Que ‘fixinho’ é vê-los crescer! Com a ajuda de todos serão bem mais. Que ‘fixão’ será!
Que esta peça, de José Viale Moutinho, nosso caro talentoso patrício destravado, tornada neste espectáculo marado, vos inspire e desafie a reflectir sobre a nossa memória e sobre o que é a democracia. E não esqueçamos de que a democracia só existe se lhe derem todo o vosso pulmão de participação, pois ela é, mesmo, como uma linha de vaivém para a terra de alguém. Tu. Ela é uma linda estrada, sempre, com muitos sentidos que têm de filosofar e se afirmar… A nós, Histórias da Deserta Grande, tocou-nos pelo que nos arrancou a manifesta que é parte, como interlúdio, deste espectáculo com bonifrates do TEF de carne, osso e dorso, não mais que focas ou aranhas loucas. O mais que isto é o vosso óleo de criaturas irreverentes.

Nós actores, somos ‘sugus’ de truta, filhos da gruta!
Somos marinhos, como lobinhos, temos selvas, nas guelras, como peixinhos.
Somos focas, cá longe…sem monge.
Moemos teatrinho no nosso moinho e ele pifa  sem carinho, não o deixem sozinho.
Acordamos prontos, não somos broncos, tontos dedicados sim, digo por mim,  e tal, falem de nós ao avô Funchal.
Somos caixas de dentes brancos e podres de contentes.

*MOUTINHO, José Viale, Histórias da Deserta Grande, Edições Afrontamento, Santa Maria da Feira, 2006, p.16.

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Ana Graça | Menina Brisa
António Ferreira | Lobo-Lobão, Locutor
Dina de Vasconcelos | Cagarra
Élvio Camacho | Criança-Júri
Magda Paixão | Lobinha das Histórias
Patrícia Perneta | Criança-Júri
Sónia Carvalho | Pinga Doce
Zé Ferreira | Falso Espectador

Ficha Artística e Técnica

Dramaturgo | José Viale Moutinho
Encenação | Élvio Camacho
Música Original |Fernando Almeida
Cenografia e Figurinos | Zé Ferreira
Dramaturgia | Élvio Camacho
Direcção de Cena e Operação de Som | Avelina Macedo
Adereços e Caracterização | Zé Ferreira
Desenho de Luz | Hélder Martins e Eduardo Luíz
Apoio Geral | Cristina Loja
Mestra de Guarda-Roupa | Ilda Gonçalves
Ajudante de Costura | Conceição Franco
Sonoplastia e Montagem de Som | Henrique Vieira e Élvio Camacho
Montagem e Operação de Luz | Hélder Martins
Design Gráfico | Dupla DP|Novos Conceitos de Comunicação e Publicidade, Lda.
Ilustração de José Viale Moutinho extraída da publicação da peça em livro pelas Edições Afrontamento | Fedra Santos
Folhetos com informação sobre os Lobos-Marinhos | Parque Natural da Madeira / Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais
Frente de Casa e Bilheteira | Élvio Camacho e Patrícia Perneta

* Este espectáculo contém trechos e citações musicais, respectivamente de: Gioacchino Rossini (1792|1868), executados pela Orquestra Filarmónica de Berlim, dirigida pelo Maestro Herbert Von Karajan numa edição original da Polydor International GmbH, Hamburg (1971), reeditada pela Polygram Ibérica, com o contributo da Deutsche Grammophon, para a colecção exclusiva da Ediclube (1995): as Aberturas em Dó menor. OP. 67, da ópera semi-séria, La Gazza Ladra e da ópera, O Barbeiro de SevilhaBob Dylan (1941) Blowin’ in the Wind e de The Platers (1953) Only You.

Sinopse

«Numa ilha do arquipélago da Madeira, há um concurso de contos tradicionais em que o locutor e organizador pretende ser também…. o vencedor! Mas os outros descobrem a marosca e decidem que o público é que tem de votar, de braço no ar, qual é o conto que deve ganhar! Uma lição de democracia que se repete em cada representação!» *

*na contracapa da edição da peça em livro, pelas Edições Afrontamento

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Produção 105 do Teatro Experimental do FunchalProdução 67 do Teatro Experimental do Funchal