A Cigarra e a Formiga

Temporada artística

Em exibição

18 novembro a 21 de dezembro de 2017 02 a 27 janeiro 2018

Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 3 anos

Duração

1 Hora (aproximadamente)

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

João Pedro Ramos | Filippo Grilo Salvatore
Alexandra Ferreira* | Rita Grilo
Cândida Correia* | Bianca Grilo
Filipe Silva* | Gianni Grilo
José Carlos Jardim* |Luca grilo
Carolina Abreu | Pureza Barata
Sandra Cardoso | Lucrézia Barata
Pedro Santos/Filipe Luz**/Xavier Miguel** | Ayres Barata
Eugénio Cabral | Fortunato Formiga
Isabel Martins | Leopoldina Formiga
Sandra Barreto | Giulieta Formiga
Sara Mendes | Piriquita Cigarra
Débora Viveiros | Mónica Cigarra
Daniel Rodriguez* | Pietro Cigarra

* Atores do OFICINA VERSUS TEATRO

** Atores de substituição

Ficha Artística e Técnica

Texto (versão cénica, a partir da fábula de La Fontaine) | Eduardo Luíz
Dramaturgia, Adaptação e Encenação | Eduardo Luíz
Tradução em LGP |Catarina Quintal e Joana Vieira
Assistente de Encenação e Direção de Cena | Célia do Carmo
Cenografia, Adereços e Figurinos |Cristina Freire e Mª João Soares (**)
Orientação Técnica na Cenografia, Figurinos e Adereços | Paulo Sérgio BEJu
Letras das Canções: Bom dia, Hora do passeio, Lar doce lar, Fim de verão, Gosto dela, Não fui eu e Mónica Cigarra | Eduardo Luíz
Letras das Canções: Coração de Cigarra e Todos podemos Ser |Ester Vieira
Composição e Orquestração Musical | Fernando Almeida
Composição e Arranjos – canção Coração de Cigarra | Noélia Fernandes
Vozes | Alexandra Ferreira, Cândida Correia, Carolina Abreu, Daniel Rodriguez, Débora Viveiros, Eduardo Luíz, Ester Vieira, Eugénio Cabral, Filipe Luz, Filipe Silva, Isabel Martins, João Pedro Ramos, José Carlos Jardim, Pedro Santos, Sandra Barreto, Sandra Cardoso e Sara Mendes
Coreografias | Casey-lee Binns
Efeitos Sonoros | Daniel Rodriguez
Montagem da Banda Sonora | Henrique Vieira
Operação de Som | Célia do Carmo
Desenho de Luz | Eduardo Luíz e Hélder Martins
Montagem de Luz |Carlos Florêncio, Paulo Freitas, Ricardo Jesus e Tiago Aguiar (***) e Xavier Miguel
Operação de Luz | Hélder Martins
Carpintaria de Cena | Anastácio Santo
Fotografia do Cartaz | DDiArte
Design Gráfico | oneline
Fotografias de Cena | Célia do Carmo
Vídeo Clip Promocional |Bárbara Rodrigues, Catarina Marques e Juan Abreu (***)
Costura | Salete Silva
Direção de Produção | Ester Vieira
Assistentes de Produção | Célia do Carmo, Cristina Loja, Daniel Rodriguez, Filipe Luz, Helena Machado, Isabel Martins e Sandra Cardoso
Promoção/Divulgação | António Plácido, Isabel Martins e Filipe Luz
Apoio Administrativo, Frente Casa e Bilheteira | Helena Machado

PS – Neste espetáculo são recriados figurinos e adereços de anteriores produções do TEF, cuja conceção artística provém duma extensa e talentosa equipa de figurinistas, cenógrafos e aderecistas, criados ao longo dos últimos 42 anos.
(*) Estágio de alunos licenciados pela Universidade da Madeira / Curso de Artes Visuais, conforme protocolo celebrado entre a UMA e a ATEF, em janeiro de 2016.
(***) Funcionários do Teatro Municipal Baltazar Dias, em colaboração com a ATEF.

Texto do Encenador

Caros amigos,
A fábula de La Fontaine sobre a Cigarra e a Formiga, chama a atenção para a preguiça de uma e para o trabalho desmedido da outra, terminando a história com a punição da Cigarra que morre ao frio e à fome, ignorada pelas exemplares e trabalhadoras formigas, desprovidas de qualquer sentimento de compaixão ou de reconhecimento pelo canto alegre da cigarra.
Nunca me conformei com este nal e, desde criança, imagino o que teria acontecido se a Formiga, num espírito de tolerância, lhe tivesse dado abrigo e comida naquele momento, a troco de ajuda nas tarefas das formigas, fazendo-a aprender que não poderia viver só a cantar, sobretudo quando chega a agrura do inverno.
Mas os ensinamentos desta história vão mais longe e tocam a minha pele de homem de teatro pois, tal como eu, a Cigarra é-nos apresentada como uma artista. E não pensem que não há por aí muita gente a desvalorizar a nossa pro ssão, defendendo a ideia de que os artistas são vadios e de que a sua arte não é trabalho. E cá entre nós que ninguém nos ouve, vocês sabem que isso não é verdade e que a arte é a melhor coisa que existe…ou não sabem?
Falo em nome de milhares de artistas, sem exceção, que todos os dias criam novos sons, imagens, movimentos e outras formas de comunicar, dando cor à vida de todos nós, com os seus diferentes talentos. Eles que fazem a delícia e o prazer da vida, numa outra forma de olhar e sentir o mundo real, tornando o planeta mais belo e melhor para se viver. E é aos artistas que as cegas formigas deste mundo ofendem, com a sua insensibilidade, intolerância ou mesmo ignorância.
Por tudo isto, enquanto encenador, quis dar uma reviravolta a esta história que todos conhecemos, projetando-a dezoito anos mais tarde, nos lhos que a cigarra e a formiga tiveram, lhos mais atentos, menos austeros e menos preconceituosos. O que terá acontecido então? Será que imaginamos o mesmo nal para esta história ou será que, apesar de tudo isso, nada mudou?…

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