Uma Freira dos Diabos
a partir de Miguel Mihura

Temporada artística

2014/2015

Em exibição

26 março a 26 abril 2015
Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 12 anos

Duração

2 Horas (aproximadamente)

Produção 134 do Teatro Experimental do Funchal

Encenação
Eduardo Luíz

INTERPRETAÇÃO

António Plácido, Celina Pereira, Élvio Sargo, Filipe Luz, Isabel Martins, Margarida Gonçalves e Norberto Ferreira.

Ficha Artística e Técnica

Autoria | Miguel Mihura
Adaptação e Encenação | Eduardo Luíz
Assistência de Encenação | Simão Telo
Encarregue de Contra-regra | Élvio Sargo
Seleção de Guarda-roupa e Arranjos* | Cristina Loja
Cenografia | Eduardo Luíz
Execução Cenográfica | SR Interiores
Mobiliário | HiperMóveis
Coreografias | Yury Rykunov
Música e Orquestrações** | Fernando Almeida
Gravação do Roteiro Musical | Henrique Vieira
Desenho e Operação de Luz | Hélder Martins
Fotografias de Cena, Seleção Musical e Operação de Som*** | Célia do Carmo
Design Gráfico | DDiArte
Produção, Promoção e Divulgação | António Plácido, Filipe Luz e Magda Paixão
Frente Casa e Bilheteira | Equipa TEF

* Utilização/adaptação de figurinos e adereços, de anteriores produções do TEF.

** Orquestração das canções: “Besame Mucho”, “Una História de un Amor” e “El Dia que mi Quieres”.

*** Neste espetáculo serão utilizados trechos musicais da autoria de: Lucho Gatica (“Una História de un Amor”).

Texto do Encenador

O humor que perpassa em vários diálogos deste texto de teatro, sem grandes pretensões do autor, que fiel à sua visão iconoclástica – embora fazendo concessões ao público, reduzindo o tom crítico –, faz de uma forma simples sorrir o espetador. Muitas vezes o riso surge do inusitado da situação, onde a Irmã Maria dos Anjos vai a cada momento pondo a nu toda a história dos assaltantes, com uma doçura desmesurável. Este ingrediente de humores, através do jogo de palavras, com um raciocínio ao mesmo tempo lógico e absurdo, apresenta-nos o patético da situação que transborda naturalmente do espetador a gargalhada espontânea ou pelo menos o sorriso aberto gerador da boa disposição.
Na reação cada vez mais confusa e baralhada, em que os assaltantes se veem, entre uma freira que lhes revela os seus segredos e uma D. Pilar meia ché ché, tentámos que todas as componentes do espetáculo jogassem com o kitsch de toda a trama. Espero que o público se divirta como aconteceu connosco durante a montagem do espetáculo. Bem-vindos à nossa sala e desejo que passem um bom momento!

Sinopse

«IRMÃ MARIA – (…) Com a ajuda de Deus tudo se há de arranjar (…) Deus aperta mas não sufoca. O que é preciso é que tenha fé na divina misericórdia.
NÚRIA – Não tenciona denunciar-nos à polícia?
IRMÃ MARIA – (…) Se cada vez que acontece uma coisa destas eles fossem intervir, estavam bem arranjados! (…) Não percebo porque me falou da polícia quando afinal este assunto pode ficar entre nós as duas.
NÚRIA – Quer repartir, é?»

MIHURA, Miguel, 1968, Pêssegos em Calda, trad. Dias Cotas, Porto: Livraria – Civilização Editora.

Um bando de ladrões segue a técnica apuradíssima de um filme, Pêssegos em Calda, que narrava, em imagens e termos sugestivos e muito instrutivos, um assalto a uma joalharia, para efetuarem o seu próprio assalto. Porém, uma gripe que degenera em pneumonia num dos assaltantes e a necessária intervenção de uma Irmã Enfermeira, de uma candura desarmante e… alarmante, poderá deitar por terra todos os bem elaborados planos…


Produção 131 do Teatro Experimental do Funchal