As Três Cidras do Amor
de Yvette K. Centeno

Temporada artística

2013/2014

Em exibição

17 maio a 14 junho 2014
Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 3 anos

Duração

1 Hora
(aproximadamente)

Encenação
Duarte Rodrigues

PERSONAGENS E INTÉRPRETES

Rei | Adriano Martins *
Mago | Simão Telo *
Cortesão que Ri / Vento | Pedro Freitas *
Cortesão que Chora | Guilherme de Mendonça **
Príncipe |Duarte Mata *
1º Cortesão | Fábio Castro *
2º Cortesão | Élvio Sargo *
Velha / Aia | Ana Graça
1ª Menina / 2ª Menina / 3ª Menina / Pomba | Liliana Abreu *
Preta | Isabel Martins

* Formandos do 3º Ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação, do Conservatório – Escola Profissional da Madeira, Eng.º Luiz Peter Clode, em Estágio Profissional na Associação Teatro Experimental do Funchal.
** Em Estágio Profissional pelo Centro de Emprego da Madeira.

Ficha Artística e Técnica

Texto Dramático | Yvette K. Centeno
Encenação | Duarte Rodrigues
Assistência de Encenação | Guilherme de Mendonça
Desenho de Luz e Som * | Duarte Rodrigues
Montagem e Operação de Luz |Hélder Martins
Operação de Som | Célia do Carmo
Cenografia | Duarte Rodrigues
Seleção de Guarda-roupa e Adereços**** | Duarte Rodrigues e Cristina Loja
Costura e Arranjos | Cristina Loja e Célia do Carmo
Design Gráfico | DDiArte
Montagem Técnica de Palco | Adriano Martins, Duarte Mata, Élvio Sargo, Guilherme de Mendonça e Pedro Freitas
Frente Casa e Bilheteira | Equipa TEF

* Nestes espetáculo são utilizadas as seguintes músicas do Álbum Luar na Lubre: Morrison’s Jig; O Mouro; A Flor Da Lauga; O Som Do Ar e Muiñeira de Niñodaguia – Chase.

** Utilização/adaptação de figurinos e adereços, de anteriores produções do TEF.

Texto do Encenador

Mais uma produção do Teatro Experimental do Funchal, e esta, para a Infância e Juventude. Vamos todos sonhar… miúdos e graúdos… pois… “(…) o sonho comanda a vida,/ [e] (…) sempre que um homem sonha/ o mundo pula e avança (…)”*, e nós ainda temos essa liberdade de sonhar…
Recordando os Contos e Lendas Populares, hoje menos contados às novas gerações, pois estes eram de Tradição Oral, e hoje a Era Digital invadiu essa tradição, vamos contar, ou cantar, ou representar As Três Cidras do Amor através de um texto de Yvette K. Centeno. Vamos falar de AMOR pela conquista, vamos falar de valores como a coragem, a responsabilidade, a perseverança, o respeito e sem descurar a aventura. Vamos viajar por uma floresta encantada, onde os “espíritos da natureza” habitam e estão atentos aos nossos equilíbrios e discernimentos. Nem sempre estamos atentos nem disponíveis para escutar…
Neste espetáculo, para além dos atores do elenco fixo do TEF, que muito têm contribuído para a educação e cultura do público escolar e não só, temos ainda os atores formandos do 3º Ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação, em estágio profissional. Desejo que esta experiência, para além de valorizar a sua formação, celebre o seu trabalho ao longo de três anos e agradeço a sua dedicação e atitude profissional no seu desempenho com os outros atores. Desejo-lhes muitos sucessos no decorrer das suas carreiras.

* Pedra Filosofal, de António Gedeão

Sinopse

«(…) MENINA – Dá-me água senão morro!
PRÍNCIPE – (muito aflito) Oh, a água! A fonte com muita água! Esqueci-me mais uma vez. Por minha causa morre mais uma menina! Água! Água! Ajudem-me por favor! (…).» *

Esta é a história de um príncipe que vivia com o Rei, seu pai. Este não se sentia feliz porque estava a envelhecer e o filho, não fazendo caso das preocupações do pai, não queria saber de se casar nem de ter filhos, apenas gostava de se divertir, ir a festas e caçar.
Foi num desses dias, em que o príncipe saiu à caça, que conheceu uma velha que lhe pediu de comer. A mando do príncipe os criados deram-lhe comida. A velha, saciada, ofereceu-lhe três cidras como forma de agradecimento, mas com o aviso de só as abrir junto de uma fonte.
Passado algum tempo o príncipe sentiu sede e decidiu abrir uma das cidras sem dar ouvidos ao aviso que a velha fizera. No interior da cidra estava uma linda menina que logo lhe pediu água, mas, como não havia uma fonte por perto, ela morreu. A história repetiu-se uma vez mais, até que, à terceira, o príncipe decidiu seguir o conselho da velha e só abriu a terceira cidra junto a uma fonte. Novamente apareceu uma linda menina que pediu água, mas que desta vez não morreu. O príncipe logo se apaixonou pela bela menina e decidiu então levá-la para o seu castelo, onde a tornaria sua esposa… Contudo, como em todas as histórias, há uma bruxa malvada que lhes tenta acabar com a felicidade…
Em suma, trata-se de uma bela e simbólica história inspirada nos contos populares onde o bem triunfa sobre o mal.

* CENTENO, Yvette K. (1991). As Três Cidras do Amor, Teatro Nacional D. Maria II e Livros Cotovia, Lisboa.


Produção 133 do Teatro Experimental do FunchalProdução 130 do Teatro Experimental do Funchal