O Príncipe com Orelhas de Burro
a partir de Fernando Paços e António Manuel Coto Viana

Temporada artística

2011/2012

Em exibição

12 maio a 8 junho 2012
Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 3 anos

Duração

1 Hora
(aproximadamente)

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Ana Graça | 1ª Fada Boa e Chapeleiro
António Ferreira | Feiticeiro da Floresta e Bobo
Fátima Caires | 2ª Fada Boa e 2º Ministro
Magda Paixão | Rainha
Tiago Mendonça | Rei e Príncipe
Xavier Miguel |Barbeiro

Ficha Artística e Técnica

Versão Cénica | Eduardo Luíz e Magda Paixão
Encenação | Eduardo Luíz
Música Original e Orquestração* | Fernando Almeida
Coreografias | Filipe Abreu
Figurinos** | Cristina Loja
Desenho de Luz | Hélder Martins
Versão Cénica | Eduardo Luíz e Magda Paixão
Direção de Cena e Contra-Regra | Cristina Loja e Xavier Miguel
Coordenação de Figurinos, Adereços e Dispositivo Cénico | Cristina Loja (com base no Armazém e Guarda-Roupa do TEF).
Assistência no Guarda-roupa | Fátima Caires
Pintura do Telão | Ana Patrícia
Operação de Luz | Hélder Martins
Sonoplastia | Henrique Vieira
Operação de Som | Cristina Loja
Montagem de Luz | Xavier Miguel
Apoio Geral | Equipa Base do TEF
Design Gráfico | Dupla DP & Associados S.A.
Frente de Casa e Bilheteira | Patrícia Perneta e Élvio Camacho

* Utilização/adaptação de figurinos e adereços, de anteriores produções do TEF.

** Neste espetáculo são recriados figurinos, elementos cénicos e adereços de anteriores produções do TEF cuja conceção artística provém duma extensa e talentosa equipa de figurinistas, cenógrafos e aderecistas que ao longo dos últimos 36 anos têm criado estes elementos, essenciais, para os nossos espetáculos.

Texto do Encenador

A pensar morreu um burro!
E ainda bem, porque senão nunca mais surgia o inteligente.

Desta vez pus-me a pensar na frase tão popular de “a pensar morreu um burro”. Pois claro que isso tinha que acontecer no momento em que foram dados livros, ideias e imagens para que o burro as pudesse relacionar e assim tirar as suas ilações. O burro foi morrendo e deixando espaço para que o inteligente que existia nele florescesse e chegasse à razão. A mudança ficou completa e agora já podia adquirir a liberdade que todo o ser tem direito: pensar, sonhar e transformar. Talvez seja esta a ideia mais importante a retirar deste príncipe com orelhas de burro… entre tantas outras que proliferam durante a representação.
Quando em 1991, após a extraordinária experiência do Teatroscópio, uma peça onde tinha as humildes mas sinceras e convictas ideias de falar sobre teatro às crianças, escolhi para encenar A Bruxa Carpidim de Fernando Paços, não tinha a ideia que voltaria a pegar em mais um dos seus textos, apesar de já ter lido muitas das suas lindas histórias para a infância, feitas na medida do que eu sinto que deve ser o teatro para a infância. O processo de estruturar um elenco que pudesse realizar sessões de teatro para as crianças durante o dia, iniciado n’A Bruxa Carpidim, transformou-se, mais tarde, num projeto de grande dimensão. Conseguimos na altura 15 representações em duas semanas, o que foi uma vitória, fruto de um grande esforço feito por vários atores. E foi assim que este género de teatro se tornou a marca mais emblemática do TEF e simultaneamente uma experiência nova no panorama do Teatro Português.
A história O Príncipe com Orelhas de Burro, que já vem sendo contada, desde há muito tempo, pelos nossos avós, nas mais variadas versões, aparece agora, contada à nossa maneira. Desta feita tem o condão de ser uma história divertida onde cada uma das personagens define o seu carácter, através das referências que se vão demarcando ao longo da peça, até chegarem ao momento de perceberem que a verdade, sem encantamentos, é a única resposta para que os problemas fiquem resolvidos.
Espero que consigamos contar-vos mais esta história, caros amigos, com alegria para que se divirtam.
Um grande abraço do Eduardo.

Sinopse

«(…) Feiticeiro – Se provares ser inteligente, sem a ajuda do encantamento das fadas… as tuas orelhas voltarão a ser como eram (…)»*

* VERSÃO CÉNICA para o TEF, por Eduardo Luíz e Magda Paixão (2012), a partir de PAÇOS, Fernando e VIANA, António Manuel Couto, 2008, O Príncipe Que Tinha Orelhas de Burro, Editorial Verbo, s.l.

Num reino, como em tantos outros, nasce um príncipe. Duas fadas fadam-no para que seja belo e inteligente. Mas, o feiticeiro da floresta, zangado por não ter sido convidado para a festa do batizado, enfeitiça-o com umas orelhas de burro. Feitiço esse que só seria quebrado se o príncipe provasse ser inteligente sem a ajuda das fadas. O rei, para esconder a embaraçosa situação e para que ninguém soubesse da triste sorte do seu filho, decreta uma lei em que obriga todos os súbditos do reino a usar um turbante. Assim, o príncipe poderia também usar um, tapando as suas grandes orelhas. Conseguirá o príncipe provar que é inteligente sem a ajuda das fadas?


Produção 126 do Teatro Experimental do FunchalProdução 121 do Teatro Experimental do Funchal