A Mandrágora
de Niccolò Machiaelli

Temporada artística

2010 / 2011

Em exibição

24 março a 3 abril 2011
e 14 a 20 abril 2011
Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 16 anos

Duração

1H30m
(aproximadamente)

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Elenco Principal:
António Ferreira | Doutor Nícias
António Plácido | Ligúrio
Daniel Nascimento | Siro
Margarida Gonçalves | Lucrécia
Mário Rodrigues | Calímaco
Norberto Ferreira | Frade Timóteo
Paula Erra | Sóstrata

Elenco Convidado:
Alexandra Mendonça | Ninfa
Carla Miguel | Ninfa
Cátia Pereira | Ninfa
Duarte Nunes | Pastor
Eduardo Molina | Pastor
Fábio Martim | Pastor
Hélder da Côrte | Pastor
Helena Mota | Ninfa
Jorge Martins | Pastor
Liliana Sousa | Ninfa
Luísa Barreto | Ninfa
Natalina Ysabel | Ninfa
Norberto Silva | Pastor
Sérgio Andrade | Pastor
Teresa Martins | Ninfa
Xavier Miguel | Pastor

Ficha Artística e Técnica

Encenação | Eduardo Luíz
Figurinos* | André Correia
Cenografia e Adereços | Décia Isabel
Desenho de Luz | Hélder Martins e Eduardo Luíz
Assistente de Encenação | Paula Erra
Dramaturgia e Versão Cénica** | Eduardo Luíz, Magda Paixão e Paula Erra
Direcção de Cena | Cristina Loja
Encarregues de Contra-Regra | Avelina Macedo, Daniel Nascimento e Mário Rodrigues
Caracterização | André Correia, Cristina Loja e Décia Isabel
Design Gráfico | Dupla DP|Novos Conceitos de Comunicação e Publicidade, Lda.
Confecção de Figurinos | Atelier André Correia
Apoio à Execução Cenográfica | Avelina Macedo, Cristina Loja, Daniel Nascimento e Mário Rodrigues
Direcção Vocal | Paula Erra
Sonoplastia e Montagem de Som | Henrique Vieira e Eduardo Luíz
Operação de Som | Avelina Macedo
Montagem e Operação de Luz | Hélder Martins

* Utilização/adaptação de figurinos e adereços, de anteriores produções do TEF.

** A versão cénica deste espectáculo foi alvo duma intervenção dramatúrgica para o presente espectáculo, a partir das seguintes traduções da peça original: La Mandrágola (A Mandrágora) de Niccolò Machiavelli, (obras-primas do Teatro Italiano (século XVI), tradução Gino Saviotti, 2ª secção – Artes e Letras – Números 17/18, Edições Cosmos, Lisboa, 1945 e de A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel, tradução de Carmen González, 3ª edição, Mafra, 1987 e ainda de A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel, do sítio http://www.subcultura.net, consultada em 2 de Janeiro de 2011.

Texto do Encenador

De que Matéria é Feita a Raça Humana?

«FRADE: Eu não sei qual dos dois é que intrujou o outro. (…)Todavia, a intrujice trouxe-me proveitos. O Doutor Nícias e Calímaco são ricos e, de cada um deles, por diferentes razões, vou tirar bastante. Convém que a coisa fique em segredo, pois tanto interessa a eles como a mim. Seja como for, não me arrependo. É certo que receio ter alguma dificuldade, por ser Dona Lucrécia prudente e honesta, mas eu apanhá-la-ei com o isco da bondade. (…) Ela virá com a mãe, que é realmente uma velhaca sabidona – um animal – que muito me ajudará a convencê-la. »*

Machiavelli escreveu o seu Príncipe, mas não se quedou somente pelo tratado, pois necessitava expressar as ideias do seu trabalho, mais laborioso, sobre o que observara nos humanos com quem conviveu, nascendo assim a sua obra-prima A Mandrágora. Esta poção mágica faria acordar os mais adormecidos e geraria novos rebentos para mais uma humanidade, que como diria o autor: “no mundo só existe o vulgo”, e é necessário “pressupor que todos os homens são culpados”, e que a perversidade e a maldade destes se revelarão “sempre que se lhes apresentar ocasião e liberdade para isso”.
Apesar de pessimista, a sua máxima, creio que muitos de nós, se não todos, encontraremos na raça humana essa predisposição para a virtude no dia-a-dia da nossa laboriosa tarefa de viver.
Contudo, o seu humor cáustico, não deixou ensombrar uma história divertida para a raça humana, com a sua saborosa poção mágica: a mandrágora. Nesta obra, muito bem observada pelo autor, de há quinhentos anos, tão actual na sua essência, como verão, Machiavelli discorre teatralmente o seu pensamento não só político mas também social e económico. Enfim, a vida num emaranhado de jogos. Ao tentar satisfazer dois clientes proporciona assim a satisfação de todos os envolvidos, aplaudindo a tão definida expressão, a qual denominamos de maquiavelismo. Porém, à luz de conceitos duma humanidade embalada em valores que não cumpre, poderá atender a uma certa moral hipócrita. Mas abandonemos o ensimesmamento e olhemos para este espelho de ficção sobre a Fortuna da raça humana e divirtamo-nos com as venturas e desventuras de um homem que quer ter um filho varão e do que é capaz um apaixonado para adquirir a sua paixão.

Sinopse

Um jovem rico e gentil apaixona-se por uma mulher, casada, que não consegue engravidar e cujo marido deseja desesperadamente um filho. O jovem, disposto a tudo para conquistar a amada, recorre a um mercenário local. É o princípio duma receita que reúne os ingredientes básicos para o adultério partilhado…


Produção 122 do Teatro Experimental do FunchalProdução 112 do Teatro Experimental do Funchal