O Príncipe que Queria um Castelo no Ar,
de Avelina Macedo

Temporada artística

2010/2011

Em exibição

28 novembro 2010 a 30 janeiro 2011
Cine Teatro de Santo António

Classificação etária

Maiores de 3 anos

Duração

50 minutos
(aproximadamente)

Encenação
Eduardo Luíz

INTÉRPRETES E PERSONAGENS

Ana Graça | Rainha Aldora
António Ferreira | Arquitecto Rocha
Daniel Nascimento | Príncipe Felipe
Magda Paixão | Engenheiro Pedregosa
Patrícia Perneta | Criada Tola

Ficha Artística e Técnica

Encenação | Eduardo Luíz
Música Original e Orquestração | Fernando Almeida
Desenho de Luz | Hélder Martins
Direcção de Cena e Contra-Regra | Avelina Macedo e Cristina Loja
Coordenação de Figurinos*, Adereços e Dispositivo Cénico | Cristina Loja e Avelina Macedo 
Montagem e Operação de Luz | Hélder Martins
Operação de Som | Avelina Macedo
Sonoplastia e Montagem de Som | Eduardo Luíz e Henrique Vieira
Design Gráfico | Dupla DP
Frente de Casa e Bilheteira | Patrícia Perneta e Élvio Camacho

* Utilização/adaptação de figurinos e adereços, de anteriores produções do TEF.

Texto do Encenador

O Rei Vai Nu?
Sem querer ser moralista.

Recordo-me sempre daquela história recontada por tantos, onde dois artesãos charlatães levam à certa um rei, muito vaidoso, com a patranha de confeccionar uma vestimenta real feita de um tecido extraordinário. Um tecido que só podia ser visto por quem fosse muito inteligente.
A diferença que reside nesta peça é que em vez de ser uma criança a desmascarar o embuste é a criada velha, considerada tola.
Por vezes são os ditos tolos, a quem não damos o devido valor, que nos fazem os alertas mais importantes.
Muitas são as armadilhas que se nos deparam a todo o instante, sem nos apercebermos, pois estamos, tal como a rainha da história, mais preocupados em agradar do que em tomar consciência do que se constrói à nossa volta.
Esta história alerta para a atitude condescendente de muitos pais, na sua relação com os filhos, que por vezes incorrem em falhas de educação que se agravam em aspectos futuros.

Sinopse

«[…] PRÍNCIPE FELIPE: Eu estava aqui a ver as estrelas…(entusiasmado) Quero que tu mandes construir um castelo no céu.
RAINHA ALDORA: Mas que loucura é essa? Não se podem construir castelos no ar!
PRÍNCIPE FELIPE: Mas eu quero um, mãe! Tens que mo arranjar, senão não voltarei a falar contigo, não voltarei a acreditar em ti. (sai amuado) […].» *

Esta é a história de uma rainha insensata que querendo satisfazer o capricho do seu filho, o de construir um castelo no ar, não deu atenção aos sábios conselhos dos verdadeiros amigos. Por este motivo acabou por se deixar enredar pela armadilha de dois espertalhões, dispostos a extorquir-lhe toda a fortuna com a dita construção.

*MACEDO, Avelina, O Príncipe Que Queria Um Castelo No Ar, excerto da peça.


Produção 119 do Teatro Experimental do FunchalProdução 116 do Teatro Experimental do Funchal